Goiania Rock City

10.12.2011 - Jon Anderson: a voz do rock progressivo

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O ex-vocalista da formação clássica do Yes, Jon Anderson, é a grande atração deste sábado (10/12), em Goiânia (mais detalhes sobre o show na agenda GRC). O cantor, que deixou a banda em 2008 após ficar doente e ser substituído por Benoit David, é conhecido pela interpretação angelical e cristalina. 
No Bolshoi Pub, o multiinstrumentista faz uma apresentação acústica, com violão e teclado, relembrando alguns dos clássicos que marcaram o Yes e também composições de seu último disco, gravado com Rick Wakeman, The Living Tree. A noite promete ser etérea e mágica. 

Aos 67 anos, Jon Anderson veio ao Brasil inúmeras vezes. A primeira delas foi para o Rock in Rio de 1985. O cantor começou na música em 1965, com o irmão Tony Anderson, na banda The Warrior. Em 1968, conheceu Chris Squire, com quem gravou o primeiro disco do Yes (homônimo), lançado em 1969.
A banda é conhecida pelo primor instrumental, com composições de rock progressivo que beiram a música clássica. O sucesso notório da banda veio com a entrada de Steve Howe (1970) e de Rick Wakeman (1972), deixando a voz de Jon Anderson marcada para sempre na história. 
Apesar desse laço com o Yes, Jon Anderson nunca deixou sua carreira solo de lado, a qual cultivou com esmero a partir de 1976. Sob o pseudônimo Hans Christian Anderson, gravou vários compactos pela Parlophone Records. 
 
Yes
Impossível falar de Jon Anderson sem falar da banda que o consagrou. O primeiro concerto do Yes foi no East Mersey Youth Camp, na Inglaterra, no dia 4 de agosto de 1968. Logo após, eles abriram para o Cream, em seu show de despedida no Royal Albert Hall. No início, o grupo ganhou notoriedade por fazer versões drasticamente alteradas, mais extensas, de músicas de outros artistas, de modo similar ao que o Deep Purple fazia. 
O ponto de vista otimista e vagamente futurista do mundo contribuía para uma sonoridade melódica, virtuosa e entusiasmada. Os destaques do álbum de estréia eram a versão jazzística de I See You, do The Byrds, e a faixa de encerramento, Survival, que demonstrava uma combinação de harmonias vocais com uma construção musical bastante complexa.