| Canastra no 5ªAtiva | ||||
|
![]() O Canastra é uma espécie de patrimônio nobre do indie brasileiro. Com um show mais elaborado que o da maioria – que compila, com um suave sabor country, o bom-gosto das big-bands norte-americanas da primeira metade do século, e um charmoso suíngue carioca de sotaque rock n’ roll, a banda fez uma pequena multidão suar sob a cúpula do teatro Pyguá, no 5ªAtiva de 09 de abril.
Depois de uma fila interminável, a caravana que lotava o Martim Cererê e emprestava à noite ares de festival (como se fosse um Bananada antecipado) não se contentou em desfilar. E mesmo que boa parte desse público estivesse mais entusiasmada em parecer inteligente assistindo a uma apresentação que envolvia baixo acústico e naipe de metais – e não a trindade baixo-guitarra-bateria de sempre, a maioria ostentava mesmo um uma sincera e sorridente satisfação, manifesta numa animada coreografia coletiva e aleatória, que visivelmente ecoou nos músicos em cima do palco, aumentando ainda mais a temperatura do show.
Goiânia pode ser, como reza a fama no cenário brasileiro, referência quando o assunto é garage/stoner-rock barulhento. Mas, como não se cansam de dizer dezenas de boas bandas que passam pelos palcos daqui, o público é o maior patrimônio do rock goiano. É um pessoal verdadeiramente interessado em música, que sabe diferenciar ecletismo de falta de personalidade, e, além de tudo, está aprendendo rápido que barulheira, nem sempre, é sinônimo de integridade artística.
Hígor Coutinho também é editor do blog Comments (0) |






